| Jul 14 |
Faz sentido bloquear internet?Alow Brasil… Após um pequeno tempo sem postar nada por aqui estou retomando aos poucos o tempo para blogar \o/ Acabei dando um tempo para pensar em alguns assuntos e organiza-los em minha cabeça. Enquanto isso é claro: Muito trabalho Faz um tempo que penso em escrever algumas coisas sobre produtividade e ambiente de trabalho e vou começar com um assunto bem legal e controverso: Faz sentido bloquear internet em uma empresa ou área de desenvolvimento de software? É claro que já vivenciei inúmeras situações ridículas envolvendo esse assunto, mas o que me levou a escrever sobre isso foi um fato que aconteceu hoje e me deixou refletindo por alguns bons minutos. Vou resumi-lo pra vocês: Um desenvolvedor do meu time, que está no cliente para realizar algumas melhorias num sistema que foi desenvolvido pelo cliente me chamou no msn (ele estava no celular) com uma dúvida sobre Linq. Ele queria saber algo sobre uma clausula de filtro em particular. Eu dei uma dica de como ele poderia usar o Linq pra resolver, mas não me lembrava da sintaxe exata. Então, expliquei pra ele o conceito (eu quase nunca passo somente uma linha de código sem primeiro discutir o porque e o conceito envolvido) e disse o caminho pra resolver. Sobre a sintaxe eu falei pra ele procurar no google e aplicar… fácil certo? Nem tanto O pior é que tenho visto cada vez mais empresas do segmento de TI e desenvolvimento de software partindo para ações como essa. Podemos ver alguns níveis de bloqueio nessas empresas:
Pessoalmente, posso dizer que consigo “engolir” justificativas para os dois primeiros da lista. O primeiro porque eu não gosto e não vejo a mínima razão para utiliza-los no trabalho mesmo. O segundo porque em empresas onde a internet é compartilhada com muita gente (caso de onde trabalho), mesmo que a banda seja boa, streaming de video realmente quebra as pernas. Agora, para todos os demais itens da lista eu só consigo visualizar uma coisa: Retrocesso Empresarial!!! É interessante pensarmos em porque uma empresa chega ao extremo de bloquear todo acesso de internet de um time que desenvolve software ou trabalha com TI em geral. O que vemos pelo mercado é mais ou menos isso:
Vamos dar uma boa olhada em cada uma delas: Internet diminui a produtividade e o foco do trabalhoSéra? Depende muito do ponto de vista do qual se está avaliando. Como você enxerga produtividade na sua empresa quando falamos em desenvolvimento de software? Ainda é baseada na quantidade de horas que um profissional “lança” numa atividade ou numa timesheet? Se for isso, então talvez você tenha razão e podemos parar por aqui. A verdade é que produtividade em desenvolvimento de software não é medida pela quantidade de horas que um profissional passa sentado na frente do computador ou em quantas horas ele lança numa atividade no seu sistema de controle. Esse controle é baseado na idéia de que desenvolver software é a mesma coisa de desenvolver produtos industriais – ver post sobre o termo fábrica de software – e isso não procede. Sobre isso, vou dedicar um post para falarmos, certo? Se eu partir da premissa de que temos que trabalhar com profissionais adultos e responsáveis que saibam gerenciar seu próprio tempo e atividades e que temos que confiar nesses profissionais, vamos ver que é ridículo bloquear internet pensando em produtividade. É claro que existem aqueles “profissionais” que aproveitam da empresa mais liberal e passa o dia todo vendo notícias de esporte, viagens, batendo papo, etc. Acontece que não dá pra punir 95% que faz certo, por causa de 5% que faz errado. O cara que faz isso não produz, se ele não produz é fácil aparecer. Se isso acontecer o que fazemos? Manda o cara embora e contrata outro adulto no lugar. O profissional deve utilizar seu tempo livre para estudar e não o da empresa;Essa é outra idéia que faz com que o índice de turnover de uma empresa bata picos do tamanho do Everest. Ora, quem disse que a empresa não deve incentivar o profissional a estudar em seu tempo de trabalho? Poxa, vamos ser sinceros: Se o cara quer enrolar ele faz isso com ou sem internet. Basta dar um elástico e/ou um clips pra ele e pronto. Não é melhor que o cidadão invista seu tempo ocioso em estudo e aprendizado? E se não for em estudo também, qual o problema de ficar um tempo sem fazer nada? Existem estudos hoje em dia que mostram que profissionais que trabalham com atividades intelectuais precisam de um “break” para voltar a focar numa atividade. Quantas vezes já não passamos horas parados feito estátuas olhando para um código sem encontrar solução, alguém insistiu para tomar um café e depois de 20 minutos você voltou dando risadas altas pelas piadas contadas no café, sentou-se na frente da máquina e resolveu o problema na mesma hora? Não é preciso pesquisar sobre desenvolvimento na internet. Profissional bom é o que “domina” a sintaxe da linguagem;Nem vou me alongar muito neste tópico. Se você ainda acredita nesse tipo de coisa acho que já pode parar de ler o artigo (e o blog). Mais um pensamento totalmente baseado na idéia de que desenvolver software não é uma atividade intelectual e sim repetitiva e automatizada. #FAIL Problemas de segurança, como por exemplo enviar um arquivo confidencial por email.Se você trabalha em uma mega empresa do setor financeiro ou coisa do gênero, talvez pode ser possível usar essa desculpa. No geral, justificar bloqueio de internet com desculpas de segurança de informações é uma grande falácia. Tem empresa que bloqueia tanto a internet, messaging, etc, mas dá senha de banco de dados de produção pra consultor fazer deploy de madrugada. Segurança ? I don’t think so… Hoje, algumas empresas partem para a estratégia de bloquear tudo e fazer com que cada um que precise acessar um determinado endereço (blog por exemplo), entre em contato com a área de infra ou segurança de informação e defenda o porque precisa daquele acesso. Depois de “10″ dias, “30″ assinaturas e um caminhão de tempo perdido, o acesso é liberado e o profissional já não precisa mais daquele acesso. Lembra do primeiro item da lista: Produtividade? O que será que é mais produtivo não é mesmo? E quem disse que é alguém da infra ou da segurança que é a melhor pessoa para ter esse controle? Acabo pensando que isso é justamente uma questão de controle mesmo. Do tipo totalmente territorial e injustificado. Se acontece na sua empresa, não se assuste Resumindo: Somos trabalhadores do conhecimento. Trabalhamos com uma atividade intelectual e não industrial e repetitiva. Somos totalmente forjados com conhecimento e informação. Bloquear acesso à internet neste cenário é um completo absurdo. A empresa que ainda possui esse tipo de postura é completamente atrasada e corre o risco de ser varrida do mapa. E você, o que pensa a respeito? Grande abraço. André Nascimento |
| Apr 04 |
Campanha: Programe Gerente !!!Alow Brasil !!! Gostaria de lançar uma campanha no mercado de desenvolvimento de software, é a campanha: Programa Gerente ! Trata-se de uma campanha muito simples, mas difícil de aplicar, então vamos precisar de muita colaboração de todos para que ela aconteça. Quase todo dia eu vejo um gerente reclamando de que sente muita falta da “época em que programava”, porque naquela época ele não tinha que fazer tanto trabalho inútil e que tinha uma visão muito melhor do resultado daquilo que ele construia. A situação é a seguinte: Quem está numa posição gerencial acaba passando horas (as vezes o dia todo) trabalhando feito louco, mas se alguém perguntar o que ele fez nesse tempo, muitas vezes a resposta será: NADA !!! E o pior é que verdade, as atividades de gestão são complicadas e acabam não dando visão alguma de que algo realmente ficou pronto. Se você é um gestor, sabe exatamente do que eu estou falando. O problema é isso acaba desmotivando profissionais e causando altos níveis de stress. Outro problema óbvio é que quanto mais um líder se distancia da realidade técnica no dia-a-dia, mais ele perde. Pessoalmente, eu nunca acreditei na história de que quanto mais se cresce na carreira, menos técnico você fica. Acredito que um profissional que siga para uma posição executiva tenha que generalizar mais a sua visão, mas isso não significa que ele tenha obrigatoriamente que jogar fora seu lado técnico. Convivo com alguns executivos hoje que acabam sendo cegos o bastante para não olhar com bons olhos outros executivos que são técnicos e especialistas. Para esses, o lado técnico precisa necessariamente morrer para que o lado “administrador” domine. Que piada !!! Os melhores executivos com quem já tive a honra de trabalhar são técnicos e a mesma coisa serve para gerentes, líderes, coordenadores, etc. Voltando à campanha, a idéia então é muito simples: Vamos fazer com que o gerentes, coordenadores, líderes e cia participem de algum projeto – por menor que seja – programando alguma coisa. Pode ser uma tela, uma rotina, um componente, não importa. O importante é que o “chefe” se envolva na programação e na construção do produto. Vamos iniciar com isso aqui na Stefanini, ok? Então não dá pra dizer que isso não é aplicável numa grande empresa Se você é um gestor ou coisa parecida, junte-se a nós nessa campanha… recupere aquele conhecimento técnico que você perdeu quando foi para o lado gerencial e que te fazia tão feliz. Você verá como suas atividades de gestão e liderança ficarão muito mais divertidas e darão um retorno muito maior para você, equipe e para sua empresa. Aos poucos vou atualizar o blog com os resultados dessa experiência, ok? Grande abraço e nos desejem sorte \o/ André Nascimento |
| Feb 11 |
Pessoas não são Recursos !!!Ok pessoal, post rápido e direto… Você não fica chateado quando vê alguém falando de pessoas como simples recursos da empresa? Não estou aqui para questionar (por enquanto), a disciplina de recursos humanos ou os processos atuais de gerenciamento de pessoas. Veja bem, o problema não é utilizar o termo recursos humanos, mas sim tratar as pessoas como simples recursos !!! Estamos cansados de ver gente s que se diz líder, tratar as pessoas como mais um recurso da empresa, como se fosse: computadores, mesas e cadeiras.
Já a palavra pessoa está muito mais ligada ao lado humanista da relação empresa x profissional. Quando falamos em gestão de pessoas estamos dando outro foco ao processo e à relação. Ora, uma pessoa não é um simples objeto como uma máquina, que pode ser substituída visando um aumento da margem de rentabilidade ou então porque a empresa comprou um modelo melhor. Uma pessoa é dotada de inteligência, pensamentos e sentimentos; tem vida própria; família e amigos e objetivos pessoais e profissionais que devem ser vistos e considerados pela empresa. Então não é só uma questão de qual palavra vamos usar, mas sim do sentido que estamos dando a essa relação: Empresa x Profissional. Quem nunca ouviu uma frase parecida com essa:
ou então:
ou ainda pior:
Afinal, recursos podem ser substituídos a qualquer momento, certo? Eles são exatamente iguais a uma mesa ou cadeira… Então, liga ali no 0800 e pede pra entregar mais uns 10 aí pra gente :S A melhor parte é talvez o fato de que o cara que usa essa terminologia de recurso para se referenciar a uma pessoa, acha que está de fato atualizado com as melhores práticas em gestão de pessoas. Apenas por usar a difícil palavra: Recurso. E a pior de todas é ver que tem muita empresa por aí se dizendo ágil, mas ainda utilizando o termo recurso para as pessoas, e tratando seus profissionais como meros recursos. Galerinha: O primeiro item do manifesto ágil é ?
Não !!! o correto é:
Temos que entender que as pessoas são importantes peças numa organização. Seja ela uma fábrica de carros, de móveis ou empresa de serviços de TI. Se você é daqueles gerentes que só enxergam o recurso é porque talvez seja hora de conversar e interagir mais com as pessoas que o cercam…Tente isso e com certeza você verá a grande diferente que uma simples palavra pode fazer
Quem sabe assim você passe a fazer parte de um time campeão… Grande abraço !!! André Nascimento |


