| Mar 03 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryQuer trabalhar com .NET no #SDC?Alow Brasil, tudo bem? Post, rápido: Estamos contratando aqui no #SDC pessoal para fazer parte do nosso time .NET. Quem acompanha meu blog sabe dos aspectos de perfil que costumamos valorizar, certo? Temos duas vagas para devs ninjas em:
Favor enviar CV para o email lneves@stefanini.com que vamos marcar uma conversa, ok? Grande Abraço André Nascimento |
| Jul 14 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryFaz sentido bloquear internet?Alow Brasil… Após um pequeno tempo sem postar nada por aqui estou retomando aos poucos o tempo para blogar \o/ Acabei dando um tempo para pensar em alguns assuntos e organiza-los em minha cabeça. Enquanto isso é claro: Muito trabalho Faz um tempo que penso em escrever algumas coisas sobre produtividade e ambiente de trabalho e vou começar com um assunto bem legal e controverso: Faz sentido bloquear internet em uma empresa ou área de desenvolvimento de software? É claro que já vivenciei inúmeras situações ridículas envolvendo esse assunto, mas o que me levou a escrever sobre isso foi um fato que aconteceu hoje e me deixou refletindo por alguns bons minutos. Vou resumi-lo pra vocês: Um desenvolvedor do meu time, que está no cliente para realizar algumas melhorias num sistema que foi desenvolvido pelo cliente me chamou no msn (ele estava no celular) com uma dúvida sobre Linq. Ele queria saber algo sobre uma clausula de filtro em particular. Eu dei uma dica de como ele poderia usar o Linq pra resolver, mas não me lembrava da sintaxe exata. Então, expliquei pra ele o conceito (eu quase nunca passo somente uma linha de código sem primeiro discutir o porque e o conceito envolvido) e disse o caminho pra resolver. Sobre a sintaxe eu falei pra ele procurar no google e aplicar… fácil certo? Nem tanto O pior é que tenho visto cada vez mais empresas do segmento de TI e desenvolvimento de software partindo para ações como essa. Podemos ver alguns níveis de bloqueio nessas empresas:
Pessoalmente, posso dizer que consigo “engolir” justificativas para os dois primeiros da lista. O primeiro porque eu não gosto e não vejo a mínima razão para utiliza-los no trabalho mesmo. O segundo porque em empresas onde a internet é compartilhada com muita gente (caso de onde trabalho), mesmo que a banda seja boa, streaming de video realmente quebra as pernas. Agora, para todos os demais itens da lista eu só consigo visualizar uma coisa: Retrocesso Empresarial!!! É interessante pensarmos em porque uma empresa chega ao extremo de bloquear todo acesso de internet de um time que desenvolve software ou trabalha com TI em geral. O que vemos pelo mercado é mais ou menos isso:
Vamos dar uma boa olhada em cada uma delas: Internet diminui a produtividade e o foco do trabalhoSéra? Depende muito do ponto de vista do qual se está avaliando. Como você enxerga produtividade na sua empresa quando falamos em desenvolvimento de software? Ainda é baseada na quantidade de horas que um profissional “lança” numa atividade ou numa timesheet? Se for isso, então talvez você tenha razão e podemos parar por aqui. A verdade é que produtividade em desenvolvimento de software não é medida pela quantidade de horas que um profissional passa sentado na frente do computador ou em quantas horas ele lança numa atividade no seu sistema de controle. Esse controle é baseado na idéia de que desenvolver software é a mesma coisa de desenvolver produtos industriais – ver post sobre o termo fábrica de software – e isso não procede. Sobre isso, vou dedicar um post para falarmos, certo? Se eu partir da premissa de que temos que trabalhar com profissionais adultos e responsáveis que saibam gerenciar seu próprio tempo e atividades e que temos que confiar nesses profissionais, vamos ver que é ridículo bloquear internet pensando em produtividade. É claro que existem aqueles “profissionais” que aproveitam da empresa mais liberal e passa o dia todo vendo notícias de esporte, viagens, batendo papo, etc. Acontece que não dá pra punir 95% que faz certo, por causa de 5% que faz errado. O cara que faz isso não produz, se ele não produz é fácil aparecer. Se isso acontecer o que fazemos? Manda o cara embora e contrata outro adulto no lugar. O profissional deve utilizar seu tempo livre para estudar e não o da empresa;Essa é outra idéia que faz com que o índice de turnover de uma empresa bata picos do tamanho do Everest. Ora, quem disse que a empresa não deve incentivar o profissional a estudar em seu tempo de trabalho? Poxa, vamos ser sinceros: Se o cara quer enrolar ele faz isso com ou sem internet. Basta dar um elástico e/ou um clips pra ele e pronto. Não é melhor que o cidadão invista seu tempo ocioso em estudo e aprendizado? E se não for em estudo também, qual o problema de ficar um tempo sem fazer nada? Existem estudos hoje em dia que mostram que profissionais que trabalham com atividades intelectuais precisam de um “break” para voltar a focar numa atividade. Quantas vezes já não passamos horas parados feito estátuas olhando para um código sem encontrar solução, alguém insistiu para tomar um café e depois de 20 minutos você voltou dando risadas altas pelas piadas contadas no café, sentou-se na frente da máquina e resolveu o problema na mesma hora? Não é preciso pesquisar sobre desenvolvimento na internet. Profissional bom é o que “domina” a sintaxe da linguagem;Nem vou me alongar muito neste tópico. Se você ainda acredita nesse tipo de coisa acho que já pode parar de ler o artigo (e o blog). Mais um pensamento totalmente baseado na idéia de que desenvolver software não é uma atividade intelectual e sim repetitiva e automatizada. #FAIL Problemas de segurança, como por exemplo enviar um arquivo confidencial por email.Se você trabalha em uma mega empresa do setor financeiro ou coisa do gênero, talvez pode ser possível usar essa desculpa. No geral, justificar bloqueio de internet com desculpas de segurança de informações é uma grande falácia. Tem empresa que bloqueia tanto a internet, messaging, etc, mas dá senha de banco de dados de produção pra consultor fazer deploy de madrugada. Segurança ? I don’t think so… Hoje, algumas empresas partem para a estratégia de bloquear tudo e fazer com que cada um que precise acessar um determinado endereço (blog por exemplo), entre em contato com a área de infra ou segurança de informação e defenda o porque precisa daquele acesso. Depois de “10″ dias, “30″ assinaturas e um caminhão de tempo perdido, o acesso é liberado e o profissional já não precisa mais daquele acesso. Lembra do primeiro item da lista: Produtividade? O que será que é mais produtivo não é mesmo? E quem disse que é alguém da infra ou da segurança que é a melhor pessoa para ter esse controle? Acabo pensando que isso é justamente uma questão de controle mesmo. Do tipo totalmente territorial e injustificado. Se acontece na sua empresa, não se assuste Resumindo: Somos trabalhadores do conhecimento. Trabalhamos com uma atividade intelectual e não industrial e repetitiva. Somos totalmente forjados com conhecimento e informação. Bloquear acesso à internet neste cenário é um completo absurdo. A empresa que ainda possui esse tipo de postura é completamente atrasada e corre o risco de ser varrida do mapa. E você, o que pensa a respeito? Grande abraço. André Nascimento |
| Apr 04 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryCampanha: Programe Gerente !!!Alow Brasil !!! Gostaria de lançar uma campanha no mercado de desenvolvimento de software, é a campanha: Programa Gerente ! Trata-se de uma campanha muito simples, mas difícil de aplicar, então vamos precisar de muita colaboração de todos para que ela aconteça. Quase todo dia eu vejo um gerente reclamando de que sente muita falta da “época em que programava”, porque naquela época ele não tinha que fazer tanto trabalho inútil e que tinha uma visão muito melhor do resultado daquilo que ele construia. A situação é a seguinte: Quem está numa posição gerencial acaba passando horas (as vezes o dia todo) trabalhando feito louco, mas se alguém perguntar o que ele fez nesse tempo, muitas vezes a resposta será: NADA !!! E o pior é que verdade, as atividades de gestão são complicadas e acabam não dando visão alguma de que algo realmente ficou pronto. Se você é um gestor, sabe exatamente do que eu estou falando. O problema é isso acaba desmotivando profissionais e causando altos níveis de stress. Outro problema óbvio é que quanto mais um líder se distancia da realidade técnica no dia-a-dia, mais ele perde. Pessoalmente, eu nunca acreditei na história de que quanto mais se cresce na carreira, menos técnico você fica. Acredito que um profissional que siga para uma posição executiva tenha que generalizar mais a sua visão, mas isso não significa que ele tenha obrigatoriamente que jogar fora seu lado técnico. Convivo com alguns executivos hoje que acabam sendo cegos o bastante para não olhar com bons olhos outros executivos que são técnicos e especialistas. Para esses, o lado técnico precisa necessariamente morrer para que o lado “administrador” domine. Que piada !!! Os melhores executivos com quem já tive a honra de trabalhar são técnicos e a mesma coisa serve para gerentes, líderes, coordenadores, etc. Voltando à campanha, a idéia então é muito simples: Vamos fazer com que o gerentes, coordenadores, líderes e cia participem de algum projeto – por menor que seja – programando alguma coisa. Pode ser uma tela, uma rotina, um componente, não importa. O importante é que o “chefe” se envolva na programação e na construção do produto. Vamos iniciar com isso aqui na Stefanini, ok? Então não dá pra dizer que isso não é aplicável numa grande empresa Se você é um gestor ou coisa parecida, junte-se a nós nessa campanha… recupere aquele conhecimento técnico que você perdeu quando foi para o lado gerencial e que te fazia tão feliz. Você verá como suas atividades de gestão e liderança ficarão muito mais divertidas e darão um retorno muito maior para você, equipe e para sua empresa. Aos poucos vou atualizar o blog com os resultados dessa experiência, ok? Grande abraço e nos desejem sorte \o/ André Nascimento |
| Mar 16 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryVagas para Desenvolvedor JavaAlow brasil !!! Estamos com vagas em aberto aqui na Stefanini em São Paulo. Os profissionais trabalharão conosco na estrutura do Software Delivery Center. A Stefanini IT Solutions é uma empresa de grande porte – acho que não preciso falar muito dela – atualmente é a maior empresa de serviços de TI do Brasil. Trabalhamos na estrutura técnica de fábrica de software na cidade de São Paulo. Abaixo os dados de divulgação das vagas: Desenvolvedor Sênior e Pleno – Java
Perfil do profissional
Procuramos por profissionais organizados, multidisciplinares, auto-gerenciáveis e especialistas em disciplinas técnicas de desenvolvimento de software. É necessário conhecer profundamente análise e desenvolvimento de sistemas na linguagem Java e orientação a objetos. Nossos projetos atuais utilizam Java como ferramenta de desenvolvimento, mas daremos preferência para aqueles que conhecerem mais do que uma plataforma de desenvolvimento (.NET, Ruby, etc). Mais do que especialistas numa única plataforma, estamos procurando especialistas e entusiastas em desenvolvimento de software que não se limitem a somente uma abordagem e/ou plataforma. É importante que os candidatos sejam entusiastas do desenvolvimento de software e de preferência participem da comunidade de software. Conhecimento de abordagens como DDD e TDD e boas práticas de programação serão um grande diferencial (básico né?). Também olharemos com bons olhos profissionais que tiverem blogs técnicos e que possuam o hábito constante de leitura. Para finalizar, trabalhamos com algumas práticas ágeis (Scrum) em nossos projetos, então é crucial que o profissional seja auto-gerenciável, comunicativo e multidisciplinar. O inglês deverá ser bom ao menos para leitura. Níveis avançados serão considerados um grande diferencial, pois temos várias oportunidades de interação com clientes e parceiros fora do Brasil. O que diferenciará o perfil como Sr. ou Pl. será a profundidade de conhecimento do profissional e seu tempo de experiência com as tecnologias relacionadas.
Conhecimento técnico
Alguns dos conceitos e tecnologias que o profissional precisa conhecer:
Interessados, favor mandar CV com as seguintes informações para o email vfreitas@stefanini.com.
É importante mencionar que está respondendo ao anúncio do meu blog. Boa sorte !!! André Nascimento |
| Mar 15 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryQuestão de culturaHá algum tempo venho observando e registrando alguns fatores culturais envolvidos nas relações cliente x fornecedor, empresa x empregado, etc. Semana passada, enquanto estava em Belo Horizonte e participava de uma apresentação sobre desenvolvimento ágil e scrum para um cliente americano aqui da Stefanini - a HNI Corporation – percebi o quanto esses fatores influenciam em nosso trabalho e principalmente na adoção de um aproach ágil para o desenvolvimento de software. Vamos começar com essa imagem, que acredito que todos já devem ter visto em alguma apresentação sobre desenvolvimento ágil: Quem está acostumado a falar sobre agilidade sabe que ela representa a visão de um processo ágil e sua adoção, onde temos: O topo do iceberg, que representa o que todo mundo vê no scrum como mais importante,
E a parte de baixo do iceberg que representa o que realmente importa e abrange um processo ágil,
Desde o ano de 2008 tenho feito muitas apresentações sobre agilidade para os mais diversos públicos, desde equipes de desenvolvimento até CIOs e CEOs de empresas aqui no Brasil. Essa imagem do iceberg reflete muito o nosso cenário para adoção de agilidade. Quando falamos sobre a avalanche de mudança cultural que uma abordagem ágil oferece para a empresa todos ficam bem preocupados (principalmente executivos). O que me chamou muita a atenção no caso da HNI é que eles viram a realidade diária deles na parte de baixo do iceberg. Ao final da apresentação o CIO da empresa nos disse bem animado: “Fantástico, já temos toda a base do iceberg e nem sabemos o que é Scrum. Agora só precisamos pensar em como e onde utilizarmos o processo para melhorar mais os nossos projetos”. Confesso que fiquei chocado… Depois de ter digerido um pouco melhor a apresentação e seu impacto, cheguei a conclusão (meio que óbvia), de que o mercado brasileiro ainda precisa de um bom tempo para acreditar em desenvolvimento ágil e implementa-lo de fato. Hoje, temos uma cultura no desenvolvimento de projetos de software que está muito longe de ser colaborativa e auto-gerenciável. Se pensarmos em nossos modelos de contratação – podemos começar vendo a questão sobre RFPs – já podemos ver que a coisa toda é direcionada para desviar dos problemas, antes mesmo de que aconteçam. Quase ninguém está interessado em fazer software com qualidade, porque a área ainda é tida como “buraco negro” das empresas, que só sugam recursos e não devolvem nada. A verdade é que a grande maioria das empresas pensa no Scrum apenas como mais uma oferta de serviço: “Está na moda, então vamos botar no menú e ver o quanto vende…” Poucas pessoas e empresas estão interessadas na mudança cultural que é inerente a agilidade, como: Tratar profissionais como pessoas, incentivar o auto-gerenciamento, abolir o comando-controle, abrir mão da visão industrial de software, etc. A questão é muito mais séria e complicada do que pensamos, pois as diferenças culturais são realmente muito grandes e pesadas. Estou pensando seriamente se um dia saberemos no mercado brasileiro o que é agilidade de verdade. É necessário abrir mão de muita coisa que se vê como essencial para aproveitar o valor dos princípios ágeis. Esse pensamento me leva a algumas questões, quase que existenciais como:
Em minha opinião, ainda temos muitas questões que precisam ser formuladas e respondidas. Até a próxima, grande abraço !!! André Nascimento |
| Mar 08 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryEntão você é certificado? Ok, vamos ver o quanto isso vale.Alow brasil !!! O título desse post já diz muita coisa, certo? Vamos falar um pouquinho sobre certificações. Em primeiro lugar, quero que você leve em conta que eu nada tenho contra certificações. Mas, quero levantar algumas questões que julgo importantes. Então, vamos lá. Todos sabemos que nosso mercado chegou a um estágio de incrível prostituição e um dos grandes responsáveis por isso são as grandes consultorias de serviços. Elas incentivaram as piores práticas de gestão de pessoas, que hoje infelizmente são seguidas também pelas médias e pequenas empresas de serviços. Todo mundo é recurso, não é? Já convivemos com o termo “certificação” há algum tempo em nossa área. Não vou resgatar a história lá atrás, tudo bem? Mas, se levarmos em conta, de uns anos pra cá tivemos o que podemos chamar de um “boom” nos modelos de certificação e no número de profissionais certificados. Você já deve ter visto muitas vezes anúncios de emprego exigindo um profissional certificado, ou mesmo quando foi pedir uma promoção que precisava de mais certificações para demonstrar seu domínio sobre o assunto. O fato é que o mercado de consultorias valoriza e muito um profissional que possui certificações e cada vez mais exigem isso. No entanto, existem dois tipos de profissionais que se certificam. Vamos olhar cada um deles: O cara que domina um assunto, tem experiência e se certifica para homologar este conhecimento – Este é o cara que faz justiça as suas certificações. Ele possui experiência prática em todos os níveis abordados pela sua certificação e não é somente um vendedor de tecnologia ou produto. Se chamado para resolver um problema demonstrará que realmente é um especialista no assunto e mesmo que não domine todas as técnicas possíveis para resolver um problema, usará seu perfil investigativo para aprender novas formas e no fim vai dar um jeito. O cara que estudou o assunto a fundo, leu muito material e foi fazer a prova – Este profissional participa de fóruns de discussão, faz diversas apresentações nos mais importantes eventos da comunidade e adora exibir seus títulos a qualquer momento (quem não adora assinar Fulano de Tal, PMP por exemplo?), e quando chamado para resolver um problema, já carrega seu fantástico notebook com kilos de material com propagandas. O problema é que esse cara geralmente não tem experiência prática com o assunto. Ele gosta muito de ler, mas não consegue resolver um problema simples. Além do que, passa tanto tempo se dedicando as apresentações que faz que acaba não tendo tempo para participar da entrega de um projeto de verdade. Infelizmente, o segundo tipo de profissional está dominando o mercado atual. Não são raros os casos em que conhecemos profissionais com “baldes” de certificações que não justificam nada. A qualidade de seus trabalhos é completamente medíocre. Mais uma vez vemos que o próprio mercado é um dos grandes culpados disso. Ora, como avaliamos os profissionais hoje? Isso é assunto para mais um post, mas para resumir: Não temos gente qualificada para selecionar os profissionais hoje em dia e a certificação ajuda muito neste trabalho. Vamos pegar como exemplo uma das certificações que está na moda: A tal de ScrumMaster. Este é um exemplo perfeito de certificação que não serve pra nada. Desculpe-me os CSTs, ok? Outro dia, realizando uma apresentação numa empresa ouvi o seguinte comentário:
Para se tornar ScrumMaster até há pouco tempo era só participar de um treinamento de 16 horas com um CST e receber o certificado. Que especialidade há nisso? Pelo amor do bom Deus! Este tipo de certificação é uma das coisas que autorizam pessoas totalmente desqualificadas a falar de um assunto para o mercado e se mostrarem como especialistas de algo que pouco entendem, fora aquilo que leram num livro. Outro exemplo que podemos ver na comunidade de desenvolvimento de software: Quantas vezes já precisamos aqui na empresa de ajuda de especialistas e corremos atrás de profissionais certificados, com títulos, etc. Nenhuma vez consegui trazer aqui um “especialista” que conhecesse muito mais do que a minha própria equipe. Com tudo isso, gostaria que você pensasse um pouco sobre a importância de ser realmente certificado em algo. É um titulo importante. De fato, os grandes profissionais com quem trabalhei e que eram realmente especialistas, não tinham nenhuma certificação. Para finalizar, gostaria de compartilhar algo sobre o processo de seleção que fazemos aqui na empresa. Nós não nos importamos nem um pouco se o profissional tem ou não certificações. Peço ao RH da empresa que não coloque nada relacionado a certificações ou mesmo a formação acadêmica quando mandamos uma vaga para o mercado. Agora, se o candidato coloca em seu CV aquela lista gigante de certificações, com certeza ele terá um trabalho bem grande para justificar seu conhecimento para o pessoal que vai entrevistá-lo. Exemplos:
E então: Qual será a sua próxima certificação? Links interessantes: Abs André Nascimento |
| Feb 11 |
Archive for the 'Pessoas' CategoryPessoas não são Recursos !!!Ok pessoal, post rápido e direto… Você não fica chateado quando vê alguém falando de pessoas como simples recursos da empresa? Não estou aqui para questionar (por enquanto), a disciplina de recursos humanos ou os processos atuais de gerenciamento de pessoas. Veja bem, o problema não é utilizar o termo recursos humanos, mas sim tratar as pessoas como simples recursos !!! Estamos cansados de ver gente s que se diz líder, tratar as pessoas como mais um recurso da empresa, como se fosse: computadores, mesas e cadeiras.
Já a palavra pessoa está muito mais ligada ao lado humanista da relação empresa x profissional. Quando falamos em gestão de pessoas estamos dando outro foco ao processo e à relação. Ora, uma pessoa não é um simples objeto como uma máquina, que pode ser substituída visando um aumento da margem de rentabilidade ou então porque a empresa comprou um modelo melhor. Uma pessoa é dotada de inteligência, pensamentos e sentimentos; tem vida própria; família e amigos e objetivos pessoais e profissionais que devem ser vistos e considerados pela empresa. Então não é só uma questão de qual palavra vamos usar, mas sim do sentido que estamos dando a essa relação: Empresa x Profissional. Quem nunca ouviu uma frase parecida com essa:
ou então:
ou ainda pior:
Afinal, recursos podem ser substituídos a qualquer momento, certo? Eles são exatamente iguais a uma mesa ou cadeira… Então, liga ali no 0800 e pede pra entregar mais uns 10 aí pra gente :S A melhor parte é talvez o fato de que o cara que usa essa terminologia de recurso para se referenciar a uma pessoa, acha que está de fato atualizado com as melhores práticas em gestão de pessoas. Apenas por usar a difícil palavra: Recurso. E a pior de todas é ver que tem muita empresa por aí se dizendo ágil, mas ainda utilizando o termo recurso para as pessoas, e tratando seus profissionais como meros recursos. Galerinha: O primeiro item do manifesto ágil é ?
Não !!! o correto é:
Temos que entender que as pessoas são importantes peças numa organização. Seja ela uma fábrica de carros, de móveis ou empresa de serviços de TI. Se você é daqueles gerentes que só enxergam o recurso é porque talvez seja hora de conversar e interagir mais com as pessoas que o cercam…Tente isso e com certeza você verá a grande diferente que uma simples palavra pode fazer
Quem sabe assim você passe a fazer parte de um time campeão… Grande abraço !!! André Nascimento |



