| Jun 28 |
Agile Brazil 2010Alow Brazil !!! Ops, BRASIL né? Ainda estou acostumado a escrever com “Z” por causa da hash no twitter, eheheh. Bom, o objetivo do post é falar um pouco sobre o grande evento de agilidade do ano que ocorreu em Porto Alegre na semana passada: O Agile Brazil 2010. Como já falei no post anterior sobre o curso de CSPO, vou me concentrar nos dias do congresso, certo? Para começar, vou voltar um bocado no tempo, para contar um pouco da motivação desse evento e quais eram os meus objetivos particulares com relação a ele. Minha primeira motivação, lá atrás, quando o evento foi lançado era a de palestrar. Achei que tinha algumas experiências bacanas pra contar para o pessoal da comunidade, principalmente na área de consultoria de TI e outsourcing de desenvolvimento, que é a área que trabalho pra quem não sabe. Confesso que fiquei um “tiquinho” desapontado quando minha apresentação não foi escolhida, principalmente pelo feedback de eu não ter experiência com agilidade. Depois de passar um tempo remoendo os motivos, acabei levando de boa e dando mais ênfase ao segundo item motivacional: Aprender e validar se o que fazemos aqui está certo ou não. Como eu trabalho num formato bastante diferente com agilidade, ou seja, num ambiente de “fábrica de software” (odeio esse nome), acabo muitas vezes numa encruzilhada, me perguntando se estamos realmente no caminho certo, se o que fazemos é agilidade de fato ou mesmo se vale a pena. Fui para lá então com essa idéia fixa na cabeça de agregar conhecimento em práticas que ainda não conheço ou não tenho um bom domínio e ouvir relatos de outros caras que como eu, buscam uma forma melhor de desenvolver software. A equipe da Stefanini que trabalha com desenvolvimento ágil no centro técnico de São Paulo esteve em peso no evento. Fomos a empresa com maior número de representantes no Agile Brazil 2010. Pessoal todo comprometido com a adoção e evolução do modelo ágil na empresa. Agora sem mais demora, alguns pontos do evento: Local e Infra-estrutura: A escolha da PUC para abrigar o evento foi muito acertada. O local ofereceu uma infra muito boa para o evento, tendo fácil acesso de várias partes da cidade de Porto Alegre. Nosso hotel mesmo ficava uns 10 Km do evento, mas não tivemos nenhum problema para chegar. Organização: O time de organização merece os parabéns de todos que participaram. Tudo estava muito bem organizado, o material distribuído foi bacana e haviam várias pessoas para orientar os participantes, dando informações e auxiliando nas questões gerais, como salas de palestra por exemplo. Keynotes: Quem abriu o evento foi ninguém menos do que o Martin Fowler, um dos que assinaram o manifesto ágil e criador de muitos dos conceitos que utilizamos hoje em nossa área. Embora ele não tenha trazido nada de novo em sua apresentação, falou de assuntos importantes como o “Flacid Scrum”, termo criado por ele. Sua palestra foi bastante focada em práticas de engenharia de software para suportar a agilidade. Nota 10 !!! Outro keynote do qual todo mundo comentou foi o de encerramento, feito pelo Klaus Wuestefeld. Infelizmente, não assisti porque tive outro compromisso no horário Grade e Palestras: Quando o evento foi lançado, achei que haveriam 4 dias de congresso e não somente dois. Depois, quando o evento foi quebrado em duas partes eu já sabia que a grade não ficaria tão boa. Talvez esse seja o único ponto negativo do evento em si, pois as palestras ficaram muito apertadas e sinceramente, 5 trilhas ao mesmo tempo foi sacanagem. Acabou que o jogo do Brasil atrapalhou bastante o evento também, infelizmente não tinha como a turma da organização saber né? Então vamos poupa-los de mais comentários. As palestras foram de bom nível, com assuntos pertinentes para a comunidade ágil brasileira. Pessoalmente gostei muito da apresentação do Alexandre Gomes e Renato Willi sobre desenvolvimento ágil e o governo. Eles dominam bastante o assunto. Houveram também palestras que na minha visão não foram tão legais, tanto no assunto quanto na experiência do palestrante ao falar em público. Infelizmente também aconteceu o famoso fenômeno “Mais do Mesmo”. Alguns palestrantes falam da mesma coisa e da mesma forma, com as mesmas experiências que tinham e já falavam há 2 ou 3 anos atrás. Algumas palestras foram exatamente mais do mesmo, mas, se pensarmos que alguns participantes eram realmente iniciantes em agilidade, podemos deixar isso pra lá também. Resumo: Em geral, o evento foi muito bom e proveitoso. Para mim, serviu para validar que estamos no caminho certo \o/, priorizando cada vez mais a cultura e as pessoas e menos os processos, mesmo que eles sejam muito importantes e mereçam atenção sempre. Também serviu para me mostrar e comprovar que não existem respostas certas e erradas quando falamos em desenvolvimento de software e agilidade. Cada um deve buscar a melhor maneira em se desenvolver software e agregar maior valor ao cliente, motivando e valorizando o trabalho em equipe. O maior ganho que tive neste evento foi conhecer pessoalmente pessoas como o Rafael Rosa (@rafaelrosafu), Alan Batista (@Alanrrb), Ricardo Serradas (@ricardoserradas), Luiz Faias (@luisfaias) entre outros grandes caras da comunidade, que compartilham experiências e ajudam no seu crescimento. A troca de idéias com esse pessoal durante o evento faz valer qualquer investimento. Digo então que o evento valeu cada centavo investido. Meus objetivos foram cumpridos e volto pra casa, junto com o time da Stefanini com a missão de focarmos cada vez mais em agilidade e na entrega de valor no desenvolvimento de software. O evento me deu idéia para mais uns 5 posts pelo menos e eles já entraram na fila (salvos com outros 34 Drafts, rs). Procurarei blogar com mais frequência, ok? Se quiser outras referências sobre o evento, também recomendo: Grande abraço !!! André Nascimento 3 Responses to “Agile Brazil 2010”Leave a Reply |


